Técnicas Terapêuticas

TERAPIA REGRESSIVA:

A Regressão de Memória é uma técnica terapêutica transpessoal, baseada nas lembranças, que busca a reconciliação com a causa que dispara o gatilho do conflito. A ideia é ressignificar os “nós” existentes no inconsciente. Nele são arquivadas uma série de situações repetitivas, originadas em momentos passados de nossas vidas, muitas vezes levando-nos a repetir comportamentos de nossa infância, gestação, vivências de outras épocas etc.

– A Regressão visa explorar e liberar bloqueios emocionais e complexos mentais, assim como muitas outras terapias. A diferença da Regressão, entretanto, está em sua maior capacidade para alcançar recordações arquivadas nos porões do inconsciente. Até mesmo nas primeiras sessões, é comum experimentar trailers que não estão relacionados com qualquer experiência de nossa vida, mas que são acompanhados por um sentimento profundo e uma certeza interna de que eles se referem à própria pessoa.

– Portanto, a Terapia Regressiva consiste em um processo de autorresolução de conflitos, no qual, o próprio cliente, pela vivência, recorda-se de situações traumáticas do passado, conscientiza-se das causas de seus conflitos atuais e reformula sua vida, criando outro modelo, pensando e agindo através de seu estado mental presente. Logo, iniciar uma Terapia é uma decisão pessoal do próprio Cliente em desejar fazer uma mudança em sua vida e não quando apenas seus familiares assim o desejam, pois as sessões e as mudanças acontecem com a participação plena do Cliente, que deve estar consciente em querer trabalhar sua transformação, baseando-se no “novo sobrepondo-se ao antigo”, em que só ele pode fazer. Nenhum Profissional é capaz de conduzir uma terapia satisfatória sem o consentimento e a participação do cliente em “querer mudar”.

– A Regressão não é uma panacéia ou um instrumento miraculoso, mágico, religioso, milagroso, que possa resolver todos os problemas de todos os pacientes. A técnica é utilizada somente para fins terapêuticos. Não é empregada para satisfazer curiosidades (como acontece com algumas pessoas que querem descobrir quem foram no passado, por exemplo). Assim como outras abordagens psicoterápicas, tem suas indicações, limitações e contra-indicações.É realizada em consultório, por profissionais com especialização nessa área, obedecendo a todas as normas de respeito ao cliente, à ética e ao sigilo profissional.

– É impossível o profissional determinar um numero de sessões, pois cada caso tem suas particularidades, dependendo do modus vivendis do Cliente. É importante que, ao iniciar o contexto terapêutico, este deve ser finalizado. Sem o devido fechamento, a interrupção pode, MAIS TARDE, agravar o problema que está sendo trabalhado, pois uma vez que esses conteúdos emocionais foram aflorados na Terapia, então é necessário que sejam expurgados, também, terapeuticamente. O Profissional deve ser avisado antecipadamente que há uma intenção de o Cliente parar a Terapia, para que ele possa fazer um fechamento provisório, evitando conflitos futuros.

– Na Terapia Regressiva, as pessoas mal informadas sobre o processo são as que mais têm dificuldades de regredir, em função da ansiedade e da expectativa. Ex.: quando entram em estado alterado de consciência e algumas imagens vêm à sua lembrança, elas rejeitam, porque esperam que aconteça tal qual suas expectativas sobre o que seja Regressão, tais como: “voltar ao passado e ficar preso nele”, “ver e vivenciar sensações como em um filme”, “perder a consciência e falar o que não deve” ou “dormir e, quando acordar, o Terapeuta já ter lhe curado dos males”. Tudo isso é folclore. Durante o estado alterado de consciência, os conteúdos ligados ao conflito, que estão arquivados no inconsciente, vêm ao palco da consciência, tornando-os conscientes. Vale lembrar que só são afloradas as lembranças que o Cliente está preparado para vivenciar e elaborar, ou seja, transformar as lembranças em conteúdo terapêutico.

– Geralmente, quase todas as pessoas podem regredir. Existem técnicas adequadas para cada caso, em que o Cliente acaba vencendo as resistências.

– Quando os pacientes vivenciam situações em que os registros nada têm a ver com a trajetória desta vida, os que acreditam, identificam como sendo de vidas passadas; outros, por não acreditarem, imaginam que estão fantasiando e sentem-se frustrados. Em qualquer caso, não é necessário a pessoa acreditar em vidas passadas, para ter sucesso na terapia; é necessário que ela esteja disposta a mudar e acreditar que a Terapia vai lhe ajudar nesse propósito.

NOTA: associar a Terapia Regressiva às Técnicas de Dessenbilização de Conflitos a torna mais rápida e eficaz.

divaIndicações:

A) Medo, pânico, angústia, ansiedade, fobias, neurose de conversão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de humor, depressão, obesidade, vícios, insegurança, culpa etc.
B) Alguns distúrbios psicossomáticos, como bronquite asmática, úlcera gástrica, alguns problemas dermatológicos, fibromialgia, alergias etc.
C) Dificuldade de relacionamentos, seja familiar, profissional, afetivo, social etc.

Contra-Indicações e dificuldades na terapia:

A) Gestantes: para que os traumas vivenciados pela gestante não causem danos psíquicos ao feto.
B) Psicoses e pré-psicoses: devido à dificuldade de concentração
C) Deficiências mentais e auditivas (surdez/mudez) etc.
D) Barriga muito cheia dificulta o relaxamento e a concentração
E) Álcool e drogas também dificultam uma boa cognição

NOTAS:
a) O que importa nas experiências de Regressão não é se elas são de vidas passadas, se são criações da mente, ou mesmo da vida atual; o que importa é a melhora que podem trazer ao cliente.
b) Na Regressão, ver as imagens não é tão importante quanto o sentimento, que é terapêutico. Portanto, as imagens servem de anzol para fisgar o conteúdo emocional associado às imagens.
c) O Cliente estará consciente o tempo todo, lembrando, recordando ou imaginando e relatando ao Profissional, para que este oriente o processo terapêutico na associação das imagens (cenas) com os sentimentos, associados à causa do conflito e, assim, poder trabalhar terapeuticamente para expurgá-los.

 

PSICANÁLISE:

Forma de tratamento fundamentado na análise da psicodinâmica do inconsciente, em que os conflitos da interação consciente/inconsciente resultam no que Freud chamou de neurose, que, através da associação livre (que substituiu a Hipnose), a interpretação (que substituiu a sugestão) e a transferência, origina um acompanhamento seqüenciado, chamado de sessões psicanalíticas, em que a interação consciente/inconsciente resulta em uma reeducação do inconsciente e uma estabilização da estrutura psicológica. Resumindo, a técnica psicanalítica consiste em instruir e auxiliar o paciente a associar livremente e interpretar tanto suas associações quanto os obstáculos que encontra ao associar, além de interpretar seus sentimentos e atitudes durante as sessões com o Psicanalista, que atua como modelo para suas transferências.

 

RESSONÂNCIA PSICOTERAPÊUTICA (PSICOTERAPIA DE RESSONÂNCIA ENTRE CÉREBROS Através das Ondas Cerebrais)

 

(REGRESSÃO À DISTÂNCIA)

Criada por Dr. Idalino Almeida em 1998, a Ressonância Psicoterapêutica é muito mais do que uma regressão à distância. Ela funciona como uma translocação de consciência e uma intercomunicação entre cérebros, através de ondas cerebrais. Em alguns casos, é realizada utilizando uma terceira pessoa (Ressonante), que precisa passar por um teste prévio, realizado pelo Terapeuta, para saber se alcança a frequência cerebral necessária para o processo. Com a Técnica da Ressonância, o Terapeuta acessa o inconsciente de seu Paciente (Ressonado), através do cérebro dessa pessoa intermediária (Ressonante). A partir daí, com a permissão do inconsciente do Paciente, o Terapeuta pode realizar o trabalho Terapêutico de Ressonância, alcançando resultados bastante eficazes com essa tecnologia de ponta em Psicoterapia.

É uma técnica excelente para trabalhos com pessoas em coma, crianças, recém-nascidos, idosos, pessoas com baixa capacidade de cognição ou com dificuldade de locomoção, entre outros. Ou seja, é, também, uma técnica utilizada quando a Terapia feita diretamente com o Paciente não apresenta resultados. Através da Ressonância, estabelece-se uma interação e uma retroalimentação de informações e catarses de cargas emocionais conflituosas, com resultados terapêuticos bastante eficazes. Vale ressaltar que a Ressonância só acontece com a permissão do inconsciente do Paciente a ser terapeutizado. Sugerimos que a Técnica da Ressonância seja associada à PDI (Parceria Direta com o Inconsciente), para maior segurança e resultados mais eficazes. Na PDI, o Inconsciente do Paciente é o Terapeuta. O Terapeuta físico é apenas seu auxiliar, uma vez que nosso inconsciente sabe muito mais sobre o Paciente do que os próprios Terapeutas. Além do mais, ele sabe orientar o Terapeuta sobre o que fazer e o que é melhor para o paciente.

Tanto a Ressonância Psicoterapêutica Entre Cérebros quanto a PDI (Parceria Direta com o Inconsciente) e a DBC (Dessensibilização Breve de Conflitos) são técnicas criadas e desenvolvidas pelo Psicanalista Graduado em Psicologia, Prof. Doutor Idalino Almeida, na década de 90, como forma de preencher uma lacuna inexistente em consultório e diante da necessidade de resolver determinados casos que, até então, as terapias convencionais não se apresentavam tão eficazes.

 

HIPNOTERAPIA CLÁSSICA

A hipnose é mal vista por alguns, que acreditam dormirem profundamente, ficando à mercê do hipnotizador. Não é bem assim. Mesmo em estado profundo, o indivíduo não perde a consciência nem dorme o sono fisiológico.
Ele entra em um estado alterado de consciência, ou seja: sai da consciência objetiva e entra na consciência abstrata, operada pelo lado direito do cérebro, que só raciocina de forma dedutiva. Isso permite que se aplique a técnica chamada de hipnose, que para a terapia regressiva, é mais uma das técnicas indutivas.
Dentre elas, também temos a da estimulação da memória, da imaginação criativa ou qualquer uma outra que induza ao estado alterado de consciência. Com isso, é possível conduzir uma regressão, que deve ser feita com um profissional habilitado.
Dessa forma, quero dizer que, para se fazer regressão, não é necessário o uso da hipnose. É bom não confundir o estado alterado de consciência com hipnose, que lembra sono sem consciência.
Como se sabe, no sono fisiológico se perde a consciência, o que não é o caso do estado alterado de consciência, em que o indivíduo permanece consciente o tempo todo e com total controle para responder o que quiser e, no final da sessão, lembrar-se de tudo que ocorreu. Esse estado alterado de consciência permite ao profissional acessar os arquivos de memória sob o comando do cérebro direito, pois é nesse cérebro que está o arquivo de memória (presente e passado).
O que quero dizer com raciocínio abstrato, sem lógica, é o seguinte: enquanto dois mais dois, para o cérebro esquerdo, representam quatro matematicamente, para o cérebro direito, o que você disser que vale ele toma como verdade. Exemplo: se você disser que dois mais dois resultam em trinta, ele acata como trinta. Portanto, é assim que se comporta nosso cérebro direito, sede do nosso inconsciente, ao agir sob a hipnose.
Então, no dia-a-dia, devemos ter cuidado com nossos pensamentos, pois a forma como pensamos torna-se a nossa verdade.
Se você pensa negativamente, seu inconsciente vai lhe conduzir da forma que você o programou sem perceber. Mas se pensa ao contrário, ou seja, de forma positiva, assim também você agirá. Às vezes, a maioria das doenças tem caráter psicossomático.
Portanto, o que fazemos no consultório é uma reeducação desse inconsciente e a expurgação dos conteúdos emocionais negativos.
Com isso, a cura se processa.